terça-feira, 12 de novembro de 2013

O Afiador

  O ato de afiar: dar fio, tornar mais cortante o gume de um instrumento dotado de lâmina. Eu particularmente o considero uma atividade bastante relaxante, como que cada problema ou preocupação fosse cortado a cada movimento de ida e volta da lâmina, seja em uma chaira, uma pedra ou em um esmeril.
  Gosto de pensar que não se afia apenas instrumentos cortantes. Existe o afiar de habilidades, o refinar de métodos de pensamento, de emoções...
  E por que não tornar a nossa mente uma lâmina de corte? Por que não torná-la uma retalhadora de dogmas pré-estabelecidos, de paradigmas, de autoafirmações errôneas, de um modo de pensar pífio e acima de tudo, de limites? A utilização vai ser decidida por você mesmo já que a mente pode ser a lâmina suprema, basta apenas a afiarmos todos os dias. Deixe seu fio atingir a espessura de micrômetros!
  Algo mais perigoso que uma faca cega é uma faca quase cega pois o fio de uma cega estará tão desgastado a ponto de não poder ser utilizado, enquanto o de uma quase cega estará funcionando de maneira ineficiente, fazendo um péssimo trabalho de corte seja ele onde for.
  Como qualquer instrumento, a lâmina é guiada por alguém e isso independe de seu refino. É bom mantê-la sob o seu comando pois "espadachins" não são coisas que faltam neste mundo.
  Declaro aqui o meu imenso amor por todos os instrumentos de corte em cada material e cada formato, acertando sempre aquele que é o alvo de todos os meus dardos amorosos: A mente humana.

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