quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A Coincidência (Sanfonas berrantes)

  Hahahaha, Mais um dia que parecia algo normal na vida deste simples andarilho e desabrocha em uma série de eventos que me fazem pensar que o universo está de zoação com a minha face (de uma ótima maneira, claro.)
  O início do dia foi prosaico, a não ser que consideremos as pequenas diferenças que tornam os dias únicos (uma briga de gatos, por exemplo, devo ressaltar que apostei novamente no preto e ganhei.): Acordei, fiz alguns exercícios, coloquei minhas roupas e fiquei ponderando sobre a finitude do infinito e bem... Não cheguei a nenhuma conclusão, apenas fiquei com mais sono. Hahahaha
  Depois do almoço lembrei da existência do box completo de uma de minhas bandas favoritas, o Judas Priest em uma loja daqui da cidade. Me despedi de meus amigos com quem conversava e parti em direção à loja, chegando na loja me deparei com várias coisas legais do Power Metal Pirata de Running Wild (Que eu amo) assim como o tão badalado box. Checo meus bolsos e pego o cartão, mas poxa ele não lê. Deixo as coisas no balcão e vou a um terminal de saque em um mercado próximo, chegando lá percebo que o terminal tá quebrado e é lá que conheço a ilustre figura de Henrique, um DJ que lembra muito o Humberto Gessinger fisicamente, ele também precisava sacar um money, depois de nos apresentarmos e comigo usando aquele velho artifício do "Edwin-Amendoim" pra facilitar a compreensão do meu nome, nos dirigimos ao carro do Henrique Gessinger e fomos conversando até o banco. Descobri que já o tinha visto em um restaurante na beira da praia no dia 21 de setembro (dia da árvore) ele estava distribuindo uns mixes que ele faz para as pessoas do restaurante. Conversa vai e conversa vem contei para ele de meus sonhos andarilhos, o mesmo me disse que compartilhava deles, assim como afinidade musical e filosofia de vida (Fiz mais um amigo!) lembro que conversamos também sobre Robinson Crusoé e o Conde de Monte Cristo assim como nossas Ex-namoradas haha, chega a ser memorável quando uma conversa tão natural como essas se forma com uma pessoa que acabo de conhecer.
Não vejo os "outsiders" ou "estranhos" como algo para se temer ou se ter receio mas sim como OUTSIDERS!! Poxa, eles são diferentes de nós, possuem outras inúmeras experiências de vida, caramba como isso é empolgante! Espero ser um bom outsider na vida de meus futuros conhecedores, Haha.
  Devaneei, me perdoem. Eu e Henrique Crusoé Gessinger chegamos ao banco e sacamos nossos respectivos dinheiros, perguntei se ele estava com pressa, tendo a resposta negativa entramos no atendimento e encontramos com a Adorada Tia Jú que é mãe de um de meus melhores irmãos, pessoa paciente, educada, divertida e engraçada. Também uma mãe carinhosa, atenciosa e acima de tudo Leoa. Ae Leo. Hahaha... Enfim, conversei com a tia Ju e eu e Henrique de Monte Cristo saímos do banco em direção ao carro. Foi me garantida uma carona até as proximidades da loja de discos e nos despedimos. Sinto que ainda verei aquele cara novamente, afinal vivemos em uma era de transporte de informações em massa e sensores de movimento, sem falar que uma vibe dessas tende a se repetir.
  Box do Judas comprado, é hora de conversar com o Edson (vendedor) sobre o Halford e ladrões de galetos. Hahaha
  Cerca de 7 da noite estou no caminho da volta para casa escolho ir pela orla e me deparo com um quadrinho pintado nas paredes de um muro no bairro do Jaraguá que explica a origem do nome e sua presença folclórica. Fiquei fascinado e após terminar a leitura segui em frente até a praia da Ponta Verde até encontrar um grupo de Sanfoneiros, procurei em meus bolsos algum dinheiro para contribuir com aqueles maravilhosos trios e sentei-me ao seu lado. Pessoas incríveis, me deram uma lição de amizade, companheirismo, humildade, generosidade e acima de tudo, alegria de viver. Como velhinhos naquela idade conseguem manter todo esse pique e alegria dia após dia à mercê da mesma divertida rotina? Não sei, mas está aí algo de que quero para minha vida. Vi no futuro daquelas sanfonas, no bater dos triângulos a mim mesmo. Eu, um andarilho adorador de facas e Power Metal Pirata, aficionado por diversão e pessoas interessantes, um caçador de recompensas (de preferência em doces) em busca daquela coisa efêmera chamada amor e que apenas quer fazer amigos que me tirem da rotina, ou ao menos a tornem mais divertida, hahaha.
  Chego em casa com um sentimento de dia completamente aproveitado e com mais vontade ainda de cair na estrada e ver todas essas coisas maravilhosas do mundo! Digo, ou repito, que: O futuro é o molde amorfo de uma lâmina, a forma é conferida através de nossas ações diárias e é sabido que a lâmina nunca estará verdadeiramente pronta.
 Encerro o texto de hoje com uma citação de Nanan, um dos sanfoneiros:
Nanan: Agora vou tocar 1500 músicas pra você!
Eu: Poxa, tudo isso?! hahaha
Nanan: Mas é claro, tem que fazer o comercial dos produtos, meu filho.
Eu: Ah tá certo, então vou te poupar um grande esforço. Eu vou comprar o seu cd de qualquer jeito mas se você lamber o seu nariz eu compro ele agora e você não toca as músicas, fechado?
Nanan: *Lambe o Nariz* Olha aqui, meu filho. Você vai comprar o CD agora mas eu vou tocar as 1500 de qualquer jeito. Esse veio aqui tem que tocar tudo o que tiver antes que a vida pare de tocar!! IHUUUUUUUU, É UM, É DOIS, É TRÊS E VAI!!
Hoje foi um belo dia.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O leão

  Hoje acordei de um sono forçado e nada restaurador, tomei um banho e coloquei uma bermuda e minha camisa de leão (a cueca está implícita) . Enquanto me divertia olhando o reflexo do leão (e fazendo barulhos de leão) no espelho percebi que ainda tenho muitos traços da criança que já fui.
  É engraçado quando se tira um tempo para analisar seu comportamento tomando como início o momento em que você "começou a se entender como gente". Você percebe que não é mais a mesma pessoa mas pode ver claramente que ainda vive segundo seus próprios códigos de conduta (sejam eles "infantis" ou não). Eu era um menino estranho e solitário que preferia ficar em casa brincando com caixas de bonecos ou sair sozinho pra invadir as casas de vizinhos ou correr pela rua semi nu (hahahaha acontecia regularmente). Me relacionava com poucas pessoas e as concedia meu tempo e minha "lealdade eterna", bem, sempre fui assim: Se você me der um prato de comida (ou pagar comida pra mim) vai ter a minha lealdade eterna. Acredito que quando outra pessoa passa a satisfazer uma necessidade básica de outro ser sem querer nada em troca há um momento de "antinaturalidade" onde o homem passa a ser algo que não existe (ou existe em alguns poucos casos)  na natureza: Um ser que partilha de sua própria comida! Pode parecer besteira mas representa algo sem tamanho para mim e eu adoro comida.
  Outro código que acho engraçado ter conseguido manter por todo esse tempo foi o de ajudar a quem precisa, a quem pede ajuda. Mesmo que eu não faça a mínima ideia de como ajudar ainda vou arregaçar as mangas e tentar pois se trata de mais um momento "antinatural" na vida de seres cada vez mais competitivos, também o faço pelo fato de não ter tido ajuda quando realmente precisava na infância.
  Interessante como nossas vidas são influenciadas por momentos da infância, como desenvolvemos nossas próprias honras, nosso jeito, nosso modo de pensar e passamos a refiná-lo dali em diante.
  Enquanto escrevo este texto, cruzou a minha mente um estalo de pensamento. Estabeleci minha versão da célebre frase: "Ama o próximo como a si mesmo". Para mim se trata de reconhecer as idiossincrasias, peculiaridades que cada pessoa possui e aquela essência exótica que podem nos conferir algo de especial em nosso convívio por essa jornada que chamamos de vida, reconhecendo aquilo, podemos passar a gostar ainda mais das outras pessoas e posteriormente a amá-las! Isso põe em xeque meu pensamento de que o envelhecer tende a nos tornar misantropos.
  Obrigado, camisa de leão por me conferir tais pensamentos no que parecia ser mais um dia comum na vida de um andarilho.
Encerro meu texto com alguns dos sons e frases que enunciei enquanto me olhava no espelho com a ilustre camisa de leão:
RAWR!!
EU SOU O LION!!
RAWR!!!
EU SOU UM LEÃO!!
LEÃO NERVOSO!!
RAWR!!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

O Afiador

  O ato de afiar: dar fio, tornar mais cortante o gume de um instrumento dotado de lâmina. Eu particularmente o considero uma atividade bastante relaxante, como que cada problema ou preocupação fosse cortado a cada movimento de ida e volta da lâmina, seja em uma chaira, uma pedra ou em um esmeril.
  Gosto de pensar que não se afia apenas instrumentos cortantes. Existe o afiar de habilidades, o refinar de métodos de pensamento, de emoções...
  E por que não tornar a nossa mente uma lâmina de corte? Por que não torná-la uma retalhadora de dogmas pré-estabelecidos, de paradigmas, de autoafirmações errôneas, de um modo de pensar pífio e acima de tudo, de limites? A utilização vai ser decidida por você mesmo já que a mente pode ser a lâmina suprema, basta apenas a afiarmos todos os dias. Deixe seu fio atingir a espessura de micrômetros!
  Algo mais perigoso que uma faca cega é uma faca quase cega pois o fio de uma cega estará tão desgastado a ponto de não poder ser utilizado, enquanto o de uma quase cega estará funcionando de maneira ineficiente, fazendo um péssimo trabalho de corte seja ele onde for.
  Como qualquer instrumento, a lâmina é guiada por alguém e isso independe de seu refino. É bom mantê-la sob o seu comando pois "espadachins" não são coisas que faltam neste mundo.
  Declaro aqui o meu imenso amor por todos os instrumentos de corte em cada material e cada formato, acertando sempre aquele que é o alvo de todos os meus dardos amorosos: A mente humana.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Um passo

 Um passo na direção correta foi dado mais uma vez. Sinto que estou a conseguir trilhar o caminho até meu objetivo, atingir meu "ápice". Sim, "ápice", de topo mesmo. Percebe? No que tange a minha idade atual, vejo a vida de maneira objetiva, um conjunto de engrenagens, engrenagens estas que estão sujeitas a desgaste e vão perdendo o compasso com o passar do tempo. Essa é a analogia do ápice da vida. Vamos desenvolvendo energia e criando independência, até que chegamos no auge, no topo, depois estaremos limitados a nossos próprios corpos, que de "destruidores de gaiolas" passam a ser a nossa maior.
 O passo correspondeu a meu primeiro encontro com o Ilustre professor e amigo Antônio Carmo, pessoa que se dedica ao mundo da música por inteiro, que está sempre em busca de aperfeiçoar suas técnicas e de aprender coisas novas. Em seus 54 anos tem energia para dar e vender, pratica atividades físicas que um monte de "Vintões" e Trintões" não conseguem acompanhar, a exemplo do MMA. Não é só seu interesse pela música e pelas lutas que o torna cativante e sim o grande sujeito que ele consegue ser. Posso dizer que sou da segunda linhagem de alunos de Antônio já que ele ensinou a meu pai, e foi meu pai que o encontrou na rua para nos apresentar, vi aquela figura ao longe e percebi que já tinha treinado com ele alguns tempos atrás. Hahahaha Como esse mundo adora pregar peças. Ótimas peças, por sinal. Termino este parágrafo o pedindo Antônio em casamento! Ele não aceitou e tomei um chute. Hahahaha
 Com toda a disposição e inspiração de Antônio, começo a questionar minha teoria do "ápice" enquanto luto para que em meus 18 anos já atinga algumas metas pré-estabelecidas. Este foi meu grande passo, desejo que todos deem os seus próprios.


~Um Monge Andarilho (e possível Xerife Girafa)

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Agradecimento

Agradeço à minha amiga Ayllane Fulco a quem devo a criação deste blog. Não fosse seu apoio este blog não seria feito, meus pensamentos estariam mais trancafiados. É sempre ótimo dar chances, cara Lanlan. Obrigado por ter me proporcionado esta nova visão!
Inicio o "quilômetro mais longo" de minha eterna jornada. Deixarei estes periódicos sob os cuidados de cada leitor, cuidem bem de meus pensamentos órfãos. Os deixarei sem um tutor, para que possam ser criados a semelhança de seus acolhedores. Espero que viagem por dentro de minha cabeça como eu nunca fiz antes e tenham uma ótima leitura!
P.S.: Os periódicos não possuem períodos fixos para acontecerem e o parto de ideias fica a mercê de meu útero cerebral. Hahaha